03/11/2008

LEGENDA E SIMBOLOGIA NO TRICÔ


 As receitas estão escritas na ordem sequencial da confecção. Os esquemas (moldes) mostram as formações de cada peça, indicando as suas medidas. Para facilitar o acompanhamento das explicações, normalmente utilizamos abreviações. 
Os gráficos mostram de forma simplificada como trabalhar os pontos (no direito e no avesso) e / ou cores já que em muitos casos as explicações se tornariam por demais longas e difíceis de serem seguidas.
Os gráficos são sempre acompanhados de uma legenda, onde são dados os símbolos e a sua significação.

Variações que podem aparecer:
Ponto meia: quadradinho em branco e ponto.
Ponto tricô: quadradinho preenchido e, se o ponto meia estiver simbolizado por ponto, o ponto tricô pode ser um traço horizontal ou vertical.
Pontos cruzados: Traços inclinados representam sempre cruzamentos, mas alguns gráficos não exibem os pontos deixados atrás, somente os pontos sobrepostos à frente (direita ou esquerda). A quantidade de traços representa o número de pontos de deverão ser cruzados.

LEGENDA

ag. - agulha
ag. aux. agulha auxiliar
ag. circ. agulha circular
aprox. aproximadamente
arrem. arrematar, arrematado,arremate
aum. aumentar, aumento, aumentado
carr. carreira
corr. correntinha
cm. centimetro
... - repetir o que estiver entre asteriscos
repetir o que estiver entre sinais
dim. - diminuir, diminuição
dir. - direita
esq. - esquerda
laç. - laçada
m. - meia
nov. - novelo
p. - ponto
p.f. ponto fantasia
p.j. ponto junto
p.j. em t. ponto junto em tricô
p.j. em m. ponto junto em meia
rem. - rematar, rematados
rep. - repetir
seg. - seguinte
t. - tricô
trab. trabalhar
tric. - tricotar, tricotando,
tricotado
v. - volta
v. vez, vezes
v. circ. volta circular
x. vezes

CHURUGUI OU SHRUG


TAMANHOS: P/M (G/GG)
MATERIAL: Agulhas 4,5; 400g (450g) de lã/linha proporcional às agulhas
AMOSTRA: 16p x 32 carr =10cm
TAMANHO FINAL: 127cm por 56cm (137cm por 58,5cm) (Esquema pode ser visto aqui.)

PONTO EMPREGADO:
1.ª carr. (avesso): em meia;
2.ª carr.: tricô;
3.ª carr. e 4.ª carr: em meia; repita da 2.ª carr. (no direito do trabalho, ficam 3 carr. em meia, 3 carr. em tricô).
Monte 104p (120p). Trabalhe no ponto empregado até que o trabalho atinga 12,5cm de altura. Pare do lado avesso. Corte o fio. Para as mangas, nas próximas 2 carr, monte 48 p de cada lado - 200p (216p). Trabalhe até que o trabalho atinja 43cm (46cm) do começo. Pare do lado avesso. Nas próximas 2 carr, remate os 48 p de cada lado. Trabalhe até que o trabalho atinja 56cm (58,5cm) totais. Remate. Dobre o trabalho ao meio e costure o lado inferior das mangas e as laterais.

PARA OBTER BONS RESULTADOS

Faça sempre uma amostra :
1.Antes de começar o trabalho devem ler-se as instruções do principio ao fim!
2.Se a malha da sua amostra ficar mais frouxa ou mais apertada do que a montagem das malhas que lhe foi apresentada, a diferença pode ser corrigida utilizando agulhas mais finas ou mais grossas;
3.Se tricotar ou crochetar muito frouxo basta-lhe enrolar o fio do trabalho por 2 vezes em volta do dedo do lado esquerdo para que os p. fiquem mais apertados.
4.Antes de iniciar o trabalho passe o esquema de contagem em formato reduzido para papel quadriculado.
5.Durante o trabalho vá verificando amiúde se as partes do modelo ficam com as medidas pretendidas.

DICIONÁRIO DO TRICÔ

Amostra – é o tecido feito em tricô, com o numero de agulha, ponto e fio escolhido para servir de base para a receita do trabalho a ser tricotado.

Alternadamente – usamos este termo técnico quando temos mais de uma forma para aumentar ou diminuir pontos, alternando uma e outra forma para que fique uniforme.

Borda – significa o primeiro e o ultimo ponto que está na agulha do trabalho que se está tricotando, formando uma auréola. Este ponto não deve ser destacado das outras e sim tricotado igual ao seguinte no inicio e igual ao anterior no final da carreira.

Carreiras encurtadas – são carreiras não terminadas para se obter alturas diferentes, ao mesmo tempo. Usadas em ombros; alturas diferentes de pontos (tricô x meia) na mesma carreira; para consertar defeitos do corpo, como altura de ombros diferentes, barrigas, etc.

Carreiras de ida e volta – são carreiras tricotadas direito e avesso (indo e voltando), com agulhas de tricô retas (normais), flexíveis ou circulares.

Carreiras circulares – são carreiras tricotadas somente no direito ou somente no avesso (em circulo) com agulhas circulares, 5 agulhas de duas pontas.

Ponto divisível por ... ou ponto múltiplo de... – indica no inicio da receita a quantidade de pontos que formam um motivo do ponto. Com esta informação é possível decidir quantos pontos deverão deixar para o quadril e formar motivos inteiros do ponto escolhido.

Gráficos – alguns pontos se tornam mais fáceis quando são representados por gráfico. O gráfico indica o numero de pontos do “motivo” e os pontos de repetição (indicados por **). Por exemplo: se um motivo tem 5 pontos x 14 carreiras, deve ser repetido no sentido horizontal (começando pelo 1º ponto da direita), tantas vezes quantas for possível com o numero de pontos montado. (Na carreira de volta, seguir o gráfico da esquerda para a direita). Terminada a 14ª carreira (no caso do exemplo), voltar à 1ª carreira do motivo.
• Nos gráficos, os pontos são representados como são vistos no direito do trabalho: assim, por exemplo, as carreiras do avesso, no ponto meia, são trabalhadas em tricô, embora no gráfico apareçam em meia. (Na maioria das vezes, as careiras do avesso acompanham o ponto, isto é, tricô sobre tricô e meia sobre meia).

JEANS E TRICÔ: DUPLA INFALÍVEL

01/11/2008

FIOS PARA O SEU TRICÔ, VOCÊ SABE DISTINGUIR?

Há tantos tipos de fios para tricô, que a escolha se torna difícil. O melhor método é fazer a seleção de acordo com o modelo que se pretende confeccionar. A partir daí, os problemas relativos à qualidade do fio e à cor podem ser resolvidos com maior facilidade.
As vezes é difícil, até mesmo para uma pessoa experiente, determinar à primeira vista a composição de um fio de tricô. Há inúmeras misturas e técnicas de acabamento. Só uma análise em laboratório permite indicar a composição exata de um fio. Por esse motivo, aconselhamos escolher sempre um fio cuja marca e qualidade sejam garantidas. Os principais fios para tricotar são:

Fios de lã
Todos os fios desse tipo provêm da lã de ovelhas e carneiros. As lãs que apresentam melhor qualidade são a extraída dos carneiros da raça merino, oriundos da Austrália, e s proveniente de um cruzamento de raças criadas sobretudo na América do Sul e na Nova Zelândia. É preciso distinguir-se três qualidades de lã: a tosquiada, obtida diretamente do animal e que é a mais valiosa; a morta, retirada depois de abatido o animal; e a de sobras, produzida a partir de restos de lã fiada ou tecida e que é considerada inferior em qualidade.São conhecidos dois métodos de fiar. O primeiro consiste em pentear a lã de forma a eliminar as fibras mais curtas e, conseqüentemente, de menor valor. No segundo método, a lã é apenas cardada, conservando-se todas as fibras, sem lavar em consideração o comprimento. Nos dois casos, as fibras são torcidas, de modo a produzirem apenas um fio. Apesar do grande aperfeiçoamento das técnicas para a fabricação de fios artificiais, a notável qualidade dos fios de lã continua insuperável. Aquilo que, geralmente, é conhecido como “lã pura” deve ser composta pelo menos de 95 por cento de lã de ovelha ou de fibras naturais da mesma qualidade. As fibras conhecidas apenas por “lã” podem ter uma mistura de aproximadamente 30 por cento de outros materiais. E, finalmente, a “lã misturada” deve conter entre 50 e 70 por cento de lã pura.

Fios de lã especial
Geralmente esses fios são confundidos com a lã normal, embora sejam provenientes de outros animais. Excetuando-se a lã mohair, os fios de lã especial são mais caros do que os de lã de ovelha, porém, via de regra, são mais macios e atraentes, embora menos elásticos.

Os tipos conhecidos são:
1 - A alpaca- esta lã é extraída dos lhamas, animais da família dos camelos, que habitam na América do Sul. A fibra de melhor qualidade é fornecida pela espécie “suri”. Trata-se de uma fibra macia, elástica e resistente. Os fios para tricô só contêm esta lã em pequena quantidade.

2 - O angorá: esta lã é obtida a partir do coelho angorá, criado sobretudo na França e nos Estados Unidos. A lã angorá é particularmente leve e macia. Misturada com lã de ovelha, seda, fibras artificiais ou algodão, ela se torna bem mais resistente. Isola muito bem o frio e é utilizada principalmente para a confecção de gorros, luvas e cachecóis.

3 - A caxemira: é fabricada a partir do pêlo de uma cabra asiática. Como em Caxemira, uma província da índia, são fabricados lenços delicados utilizando-se essa lã , ela passou a ser conhecida por esse nome. A lã de caxemira é muito cara, uma vez que apenas uma pequena parte das fibras (cerca de 20 por cento) pode ser fiada. É muito macia e, quando fiada em conjunto a outras fibras, confere maciez e calor.
O mahair – é obtido a partir da ovelha-angorá, criada sobretudo no Texas. Essa lã pode ser fiada simplesmente ou misturada com lã comum ou fibras sintéticas. A variedade mais valiosa é a que se compõem de fibras de machos jovens (kimohair) e lã de cordeiros com menos de um ano de idade. Os mahair é uma das fibras mais empregadas na fabricação de fios para tricô.

4 - A vicunha: é a lã mais preciosa do mundo e, por esse motivo, também a mais cara. É empregada apenas em trabalhos delicados. É extraída da vicunha, um animal existente na América do Sul, pertencente à família do lhama. Na época os incas,apenas os reis e os príncipes tinham o direito de se vestir com tecidos feitos come essa lã. A quantidade obtida na tosquia de cada animal não ultrapassa 250 gramas. A alpaca, o angorá, a caxemira e a vicunha são encontrados principalmente na Europa.

Fios de algodão
Ao contrário dos fios anteriormente mencionados, o algodão é uma fibra vegetal proveniente dos filamentos da semente dessa planta. O algodão de melhor qualidade é cultivado na Estados Unidos e no Egito. As fibras de algodão bruto são limpas, penteadas e estiradas, e, uma vez torcidas, dão origem ao fio de algodão, cujo brilho se deve ao processo de mercerização (imersão numa solução de soda cáustica). De um modo geral, não só o fio de algodão é utilizado para trabalhos de tricô, mas também as misturas, como, por exemplo, a de algodão e fibras artificiais. Fios desse tipo são muito adequados para a confecção de roupas de crianças, que necessitem serem lavadas com freqüência e em temperaturas elevadas.

Fibras sintéticas
É cada vez maior a importância das fibras sintéticas como material utilizado em atividades manuais. Isso é válido tanto para as fibras sintéticas “clássicas”, como a lã celulósica e o reyon, fabricados a partir de substâncias naturais (por exemplo, a celulose) e de produtos animais e vegetais albuminosos, quanto para as fibra de origem totalmente artificial, conhecidas no mercado sob a designação de náilon e crylor. As duas variedades podem ser utilizadas de devidamente preparadas e misturadas, em praticamente qualquer trabalho de tricô. As fibras do tipo orlon também são utilizadas sem qualquer mistura, o que geralmente não acontece com as outras fibras – nesses casos, imperam as misturas de diversas qualidades de fibras sintéticas, ou destas com a lã, em que as porcentagens variam de acordo com a solidez, a durabilidade e a resistência à lavagens pretendidas.

Linho e seda
O fio de linho é obtido a partir das longas fibras dessa planta, constituindo um fio para costura particularmente resistente. É utilizado em trabalhos de tricô, misturado a fibras sintéticas, principalmente àquelas que apresentam borbotos e que são usadas para a confecção de roupas leves – os chamados “tricôs de verão”. Na Idade Média faziam-se meias com fios de seda natural (produzidos pelo brilho da seda). Atualmente, utiliza-se a seda artificial para trabalhos de tricô delicados, como certas toalhas rendadas e outras peças desse tipo.

Conselhos para escolha do fio para tricô
É possível fazer tricô com qualquer tipo de fio; até mesmo com ráfia ou fitas. A escolha da qualidade do fio depende, evidentemente, do trabalho que se deseja executar. Naturalmente, para um pulôver de verão, você irá utilizar um tipo de fio totalmente diferente do que usaria para um casaco de frio. Para a confecção de um casaco resistente, o material mais apropriado é a lã pura de ovelha; para um cachecol elegante, a finura da lã mohair; e para roupinhas de bebê, as lãs delicadas, especialmente fabricadas para esse fim. Portanto, na hora da escolha da lã, você deve ter sempre em mente a peça que deseja executar. A partir daí será fácil escolher o peso e a espécie de fio a ser utilizado. Geralmente, a maioria dos modelos apresentados nas revistas vem acompanhada de indicações precisas. Se você tiver qualquer dúvida, procure orientação nas lojas especializadas.

A grossura dos fios para tricô
A proteção contra o frio fornecida por uma determinada peça de vestuário depende, antes de mais nada, do modo como o fio foi fiado e depois tricotado. Em geral, uma lã grossa muito torcida e trabalhada num ponto apertado não protege tão bem do frio quanto uma lã mais leve e felpuda tricotada num ponto mais solto. São as seguintes as características e o modo de emprego das qualidades mais importantes dos fios para tricô:

Fios muito finos
São apropriados para roupas de crianças, cachecóis, meias, luvas e todos os tipos de tricôs rendados e trabalhados com agulhas finas. A lã utilizada nas roupinhas de bebê deve ser macia, a fim de não irritar a pele. Deve também poder ser lavada com facilidade, sem que encolha. Existem fios de lã especialmente fabricados com essa finalidade.

Fios médios
São utilizados em todos casos em que não seja indicado empregar lãs finas ou grossas, e, por esse motivo, preferidos para a confecção de agasalhos, pulôveres, meias, luvas, cachecóis e outras peças para uso de adultos. As lãs desse tipo geralmente são constituídas por três fios, e são também as que apresentam maior variedades de cores e texturas. Nas peças de uso normal, utiliza-se o fio penteado, empregado nas peças das quais se espera uma maior resistência. Também é possível obter excelente resultados com a utilização de uma mistura de lã e fibras sintéticas.

Fios para trajes esportivos
São penteados. Para esse tipo de roupas (casacos, pulôveres, meias), geralmente necessita-se de fibras mais resistentes do que dos fios de grossura média.

Fios grossos
Esta lã, torcida com quatro ou mais fios, é do tipo penteado. É usada para a confecção de roupas mais quentes (saias, vestidos, casacos). Também é encontrada em mistura com outras fibras e com três ou quatro fios de cores diversas.

Fios muito grossos
São apropriados para a confecção de roupas utilizadas nos esportes de inverno ou em épocas muito frias. Freqüentemente, trata-se de fios pouco torcidos ou de fios de fantasia com aspecto irregular, embora às vezes também possam se apresentar muito torcidos.

Fios de lã mohair
São particularmente leves e elegantes, sendo fabricados com mais variadas misturas, e aspectos os mais diversos.

Conselhos para a compra de fios de lã
O preço dos fios de lã para tricô depende não só da qualidade do material, como também do tipo de tingimento empregado. Além disso, influem igualmente no preço certas qualidades, como a sua capacidade ou não de desfiar, desbotar ou encolher.

REMATANDO SEU TRICÔ

Algumas técnicas de remate de pontos:
1 - a simples
2 - à francesa
3 - a elástica
4 - à inglesa e duas para enviesar (como nos ombros, p. ex.)
Para terminar um tricô, existem várias maneira de rematar ou parar os pontos. Se quiser conservar toda sua elasticidade a um decote, um punho etc., como é geralmente o caso, não apertar a terminação. Aconselhamos usar o terceiro método descrito abaixo, porque ele permite toda flexibilidade a uma borda virada.
Para rematar um ponto, introduzir a agulha esquerda no penúltimo ponto da agulha direita, para pegá-lo e passá-lo da direita para a esquerda por cima do último ponto. Proceder exatamente do mesmo modo para rematar um ponto tricô. Para rematar vários pontos, repetir esta operação quantas vezes for necessário.

Remate à francesa
Tricotar dois pontos; depois rematar o primeiro sobre o segundo. Sobra um ponto na agulha direita. Tricotar novamente um ponto e rematar o ponto restante sobre este. Tomar o cuidado de tricotar em meia os pontos meia e em tricô os pontos tricô.

Remate elástico
Tricotar dois pontos, depois rematar o primeiro sobre o segundo, mas guardá-lo na agulha esquerda. Tricotar o ponto seguinte e deixar cair o ponto rematado da agulha esquerda, somente depois de formar o novo ponto; recomeçar a operação.
 


Remate à inglesa
Tricotar juntos em meia os dois pontos (primeiros), pegando-os por trás. Resultará um ponto na agulha direita. Colocá-lo novamente na agulha esquerda e tricotá-lo com o seguinte, como os dois primeiros, e assim por diante.



Remate enviesado 1
Para evitar a formação de uma "escada", devido ao deslocamento das carreiras, nas terminações feitas rematando os pontos por grupos, como num ombro, basta deixar de tricotar o último ponto da carreira e virar logo o trabalho; tirar sem fazer o primeiro ponto da agulha esquerda e rematar, sobre este ponto, aquele que não for tricotado. Tricotar depois o ponto seguinte da agulha esquerda para continuar a rematar normalmente. A primeira operação é feita no avesso, para o ombro esquerdo, e no direito, para o ombro direito.

Remate enviesado 2
A cada duas carreiras, deixar à espera o número de pontos a serem rematados, trazer o fio para a frente, tirar um ponto sem fazer, passar o fio novamente para trás e retomar o ponto na agulha esquerda, sem tricotá-lo. Virar. Quando todos os p. estiverem à espera, rematá-los de uma vez, o que resultará numa terminação perfeita.

SOLUÇÕES PARA PEQUENOS PROBLEMAS

• Se você costuma se atrapalhar e não sabe se está trabalhando o direito ou o avesso do tricô ou crochê, observe onde está a ponta inicial do fio. Se estiver a sua direita, o direito do trabalho está virado para o seu lado.

• Acostume-se a fazer marcações com um fio de cor diferente, enfiado no lugar certo, para evitar contar malhas, pontos e carreiras a todo o momento, principalmente quando executar aumentos ou diminuições.

• Se a tensão de seu ponto é diferente em carreiras feitas pelo avesso ou pelo direito (isso acontece mais em tricô que em crochê), prejudicando o resultado de seu trabalho, experimente usar agulhas de medidas diferentes: uma mais fina para as carreiras em que os pontos ficam frouxos e outros mais grossos para as carreiras em que os pontos ficam apertados.

• Trabalhando em tricô, tenha sempre a mão dois ou três alfinetes de segurança: eles são necessários para prender as malhas em certas fases do trabalho, evitando que escapem. Veja aqui os modelos e duas formas de empregá-los.

•Se tiver que desmanchar parte de um trabalho de tricô e tornar a pegar as malhas pegue-as com agulha meio ponto mais fino do que aquela que está usando. Assim, será mais fácil e rápido. Depois, continue a execução com a agulha mais grossa.

• Para esconder as pontas de fios que foram emendados, use uma agulha de crochê e não uma de costura. O trabalho será mais rápido e o resultado melhor. Enfie a agulha nos pontos que precedem o fio solto, pegue-o e puxe por dentro de cinco ou seis malhas ou pontos, com o gancho da agulha. Corte fora o excesso.

• Se a lã não foi suficiente e a que comprou depois não tiver a tonalidade exata da primeira, deixa-a para usar nos arremates: golas, punhos, sanfonas. Assim, a diferença passará despercebida. Ou então trabalhe cerca de 10cm em carreiras alternadas, com a lã antiga e a lã nova, a fim de minimizara diferença de colorido. • Guarde sempre as sobras de lã. Elas poderão ser úteis para consertos futuros.

• Se você está seguindo uma receita de tricô com pontos de trança e não tem à mão agulhas auxiliares para deixar as malhas à espera, use um grampo grande, de cabelo, daqueles de prender coques ou tranças. As malhas não escaparão e o trabalho ficará leve e prático.

• Para que as ourelas fiquem firmes em seus trabalhos de tricô, teça a primeira malha de cada carreira pelo avesso. A margem ficará forte e será bem mais fácil costurar as diversas partes umas nas outras.

• Se você precisar interromper seu trabalho de tricô ou crochê, quando retomá-lo, desmanche algumas carreiras. Se não fizer isto, ele ficará marcado e não sairá mais, nem lavando. Para tornar a pegar as malhas - no tricô - use agulha meio ponto mais fina.

• Mesmo que tenha pressa, nunca suspenda o trabalho sem ter chegado até o final da carreira, para evitar que a linha espiche no local em que ficou presa à agulha à espera. Do contrário, surgirão buracos difíceis de eliminar, mesmo lavando e passando a ferro.
• Quando terminar um novelo e começar outro no meio do trabalho, é bom fazer a mudança no início de uma carreira para evitar emendas no meio, ainda que desperdice um pouco de fio.
• Se você vai utilizar uma lã cara como angorá, mohair, cashmere, não escolha para seu agasalho modelos extravagantes, de última moda. Um pulôver ou casaquinho clássico, com manga raglã ou de cava, em ponto simples, que valoriza a lã, durará muitos anos.

• A gola alta agasalha bem e protege o pescoço. Porém, para que a gola fique mais elástica e a cabeça passe facilmente, trabalhe as três últimas carreiras com agulhas um pouco mais grossas - um ou dois pontos.

• Se o pulôver ficou muito largo, não o desmanche. Faça uma bainha estreita embaixo e enfie um cordãozinho de lã. Assim, você terá um pulôver bufante para usar com saias e calças compridas.

SHRUG BEGE, FAZ A FESTA


TAMANHOS 

As instruções são para mulheres tamanho pequeno/médio. Alterações para tamanho grande/Extra-Grande estão entre parênteses. 




MATERIAL: 
Duas agulhas circulares de 73,66cm de comprimento, tamanho 8 ou tamanho necessário para se obter a amostra(tensão). 
Agulha circular de 7; agulha de tricô reta tamanho 8 para unir. 
1 marcador. (na verdade, creio que sejam necessários 4 marcadores, 2 para cada manga) 
Lã da sua preferência e cor 

MEDIDAS FINAIS 
Largura (de pulso a pulso) – 137,16 (147,32) cm. 
Comprimento – 45,72 (52,07) cm. 

AMOSTRA 
20 pontos =10,16cm; 26 carreiras = 10,16cm em ponto meia nas agulhas tamanho 8. 
PARA POUPAR TEMPO, TIRE TEMPO PARA VERIFICAR A AMOSTRA. 

NOTA 
O casaco tipo “Shrug” (envolvendo os ombros) é feito em duas peças laterais, depois tricotadas juntas no centro. O lado esquerdo é trabalhado do punho esquerdo para o centro do busto. O lado direito é trabalhado do punho direito para o centro do busto. As mangas estão incluídas em cada lado. Não há abertura para o pescoço – você enfia os braços por dentro das mangas com a peça inteira às suas costas. As partes da frente do casaco não se encontram para fechamento (ver foto). 

PONTO LAÇO (Múltiplo de 12 + 1) 
1ª carr (direito do trabalho): * 1m, lç, 4m, tirar 1 sem fazer, 2m tricotados juntos, passar o ponto sem fazer sobre os 2 pontos juntos, 4m, lç, rep de * em diante, terminar com 1m. 
2ª carr e todas as carreiras do avesso: tricô. 
3ª carr: * 2m, lç, 3m, tirar 1 sem fazer, 2m tricotados juntos, passar o ponto sem fazer sobre os 2 pontos juntos, 3m, lç, 1m, rep de * em diante, terminar com 2m em vez de 1m. 
5ª carr: * 3m, lç, 2m, tirar 1 sem fazer, 2m tricotados juntos, passar o ponto sem fazer sobre os 2 pontos juntos, 2m, lç, 2m, rep de * em diante, terminar com 3m em vez de 2m. 
7ª carr: * 4m, lç, 1m, tirar 1 sem fazer, 2m tricotados juntos, passar o ponto sem fazer sobre os 2 pontos juntos, 1m, lç, 3m, rep de * em diante, terminar com 4m em vez de 3m. 
9ª carr: * 5m, lç, tirar 1 sem fazer, 2m tricotados juntos, passar o ponto sem fazer sobre os 2 pontos juntos, lç, 4m, rep de * em diante, terminar com 5m em vez de 4m. 
10ª carr: Tricô. 
Repetir essas 10 carreiras para o ponto laço. 

LADO ESQUERDO 
Com a agulha circular maior, ponha 181 (205) pontos. NÃO JUNTE EM CÍRCULO. Trabalhe 16 carreiras em ponto tricô, terminando no lado avesso. Trabalhe em ponto laço até 6 (7) repetições completas [60 (70)] carreiras, terminando no lado avesso. Trabalhe em ponto meia até que a peça meça 35,56cm desde o começo, terminando no lado avesso. Marque o início e o fim da última carreira para o final da manga. Trabalhe em ponto meia até que a peça meça 63,50 (68,58)cm desde o começo, terminando no lado direito. Trabalhe 16 carreiras, terminando no lado direito. Trabalhe 1 carreira em tricô, 1 carreira em meia, 1 carreira em tricô, terminando no lado avesso. Deixe todos os pontos na agulha à espera para juntar. 

LADO DIREITO 
Com a 2ª agulha circular maior, trabalhe da mesma maneira que o lado esquerdo. 

ACABAMENTO (revestimento) 
Junte o avesso do lado esquerdo com o avesso do lado direito de forma que os pontos nas agulhas circulares fiquem paralelos. Unir a linha e, usando a agulha reta, trabalhe o primeiro ponto do lado esquerdo junto com o primeiro ponto do lado direito. Repita para o 2º ponto dos lados esquerdo e direito. Remate este ponto. Dessa maneira, continue trabalhando todos os pontos dos dois lados juntos, rematando à medida em que trabalha. (Isto é conhecido como “remate de três agulhas” e deixará um acabamento decorativo no lado direito do trabalho.) Dobre a peça ao meio no sentido da largura e costure as bordas do lado esquerdo desde a carreira inicial até as marcações. Repita para o lado direito. 
Barrado: Com a agulha circular menor, começando da junção, levante 292 (336) pontos, distribuídos uniformemente ao redor da abertura entre as mangas. Marque o início da carreira e vá transportando o marcador a cada carreira. Trabalhe em barra 1/1 (1m, 1t) por 3cm. Remate todos os pontos.

QUE CALOR!!!



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