O acabamento italiano (tubular) é simplesmente encantador, especialmente em ponto barra 1x1 ou 2x2.
Ele cria uma ilusão de que os pontos de tricô se entrelaçam perfeitamente ao redor da borda, conectando-se aos pontos meia do outro lado. O resultado?
Um visual elegante, limpo e sofisticado que dá um charme todo especial ao seu trabalho. Eu simplesmente adoro esse efeito!
Mas, mesmo com todo esse encanto, comecei a me questionar sobre algo: por que tantos recursos sugerem esse acabamento como uma opção elástica? Quando você analisa mais de perto, percebe que o que está acontecendo é uma redução pela metade da contagem de pontos. Você está basicamente separando a barra em duas partes (frente e costas) e unindo-as. O que significa que o acabamento vai esticar apenas até o limite de um tecido em ponto jersey com metade dos pontos. Ou seja, estica bem pouco!
Essa característica faz o acabamento italiano ideal para bordas que precisam de um controle maior do estiramento, como nos punhos de mangas ou dedos de luvas sem dedos. Ele mantém as bordas ajustadas e bem organizadas, sem aquele efeito de “abertura”. Mas, se o seu objetivo é uma elasticidade mais flexível para conforto, como no caso de punhos de meias ou golas, há opções muito melhores – e até mesmo um acabamento simples vai te dar mais elasticidade.
Eu mesma passei horas tentando fazer o acabamento italiano funcionar de forma mais elástica, me perguntando onde estava o erro. Até que finalmente percebi: existe um limite natural para a elasticidade desse acabamento, justamente por causa da redução dos pontos.
Talvez existam truques que outras tricoteiras conhecem para deixá-lo mais elástico, mas, teoricamente, ele tem uma elasticidade limitada.
Então, para evitar a frustração que passei, vou ser clara: se você busca elasticidade, pule o acabamento italiano! Ele é perfeito para quem valoriza o visual impecável, mas não tanto para quem busca conforto e flexibilidade. Faça a escolha certa para o que você deseja alcançar em seu trabalho!
